Além do Espelho: Anorexia e Bulimia

Como reconhecer os transtornos alimentares, compreender seus efeitos e saber quando procurar ajuda

A alimentação faz parte de todos os momentos da nossa vida. Precisamos dela para obter energia, crescer, trabalhar, estudar, praticar atividades físicas e manter o funcionamento adequado do organismo. Porém, para algumas pessoas, comer pode deixar de ser uma experiência natural e passar a estar acompanhado de medo, culpa, ansiedade e preocupação excessiva com o peso e a aparência.

A anorexia nervosa e a bulimia nervosa estão entre os transtornos alimentares mais conhecidos. Embora sejam doenças diferentes, ambas podem provocar uma relação prejudicial com a alimentação e com a própria imagem corporal. Esses transtornos podem atingir adolescentes, adultos e, em alguns casos, crianças e pessoas mais velhas.

É importante compreender que anorexia e bulimia não são simplesmente escolhas pessoais, falta de disciplina ou uma tentativa de chamar atenção. São problemas de saúde que podem envolver fatores biológicos, psicológicos, familiares e sociais. Também podem provocar consequências importantes para o coração, ossos, músculos, sistema digestivo, saúde hormonal e saúde mental.

Outro ponto importante é que não devemos tentar identificar um transtorno alimentar apenas pela aparência. Uma pessoa pode estar enfrentando um problema grave e não apresentar uma aparência extremamente magra. Por isso, conhecer os comportamentos e os sinais de alerta é fundamental.


O que são anorexia e bulimia?

A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são transtornos alimentares caracterizados por alterações importantes na relação da pessoa com a alimentação, o peso e a imagem corporal. Apesar de apresentarem características diferentes, ambos podem provocar sofrimento psicológico e consequências físicas importantes.

Na anorexia nervosa, existe uma restrição persistente da alimentação associada a um medo intenso de ganhar peso. A pessoa pode reduzir progressivamente a quantidade de comida, eliminar determinados alimentos ou grupos alimentares e desenvolver uma preocupação exagerada com calorias, peso e aparência. Mesmo quando o corpo já apresenta sinais de desnutrição ou baixo peso, a pessoa pode continuar acreditando que precisa emagrecer.

Na bulimia nervosa, o problema geralmente envolve episódios repetidos de compulsão alimentar. Durante esses episódios, a pessoa sente que perdeu o controle e pode consumir uma quantidade de alimentos muito maior do que normalmente comeria. Depois, surge uma preocupação intensa com o ganho de peso, levando a comportamentos para tentar compensar o que foi ingerido, como provocar vômitos, realizar exercícios excessivamente ou permanecer longos períodos sem comer.

É importante compreender que esses transtornos não são simplesmente sobre comida. A alimentação é apenas uma parte de um problema muito mais amplo, que pode envolver autoestima, ansiedade, medo, necessidade de controle, sofrimento emocional e uma percepção distorcida do próprio corpo.


Como esses transtornos podem começar?

Não existe uma única causa responsável pelo desenvolvimento da anorexia ou da bulimia. Na maioria das vezes, diferentes fatores se combinam e aumentam a vulnerabilidade da pessoa.

Algumas pessoas podem apresentar maior predisposição biológica ou genética. Outras podem desenvolver dificuldades relacionadas à autoestima, ansiedade, perfeccionismo ou necessidade excessiva de controle. Experiências como bullying, rejeição, comentários negativos sobre o corpo ou pressão para emagrecer também podem contribuir.

As redes sociais e os padrões de beleza também merecem atenção. Atualmente, muitas pessoas são expostas diariamente a imagens de corpos considerados perfeitos. Isso pode fazer com que algumas pessoas comparem constantemente seu próprio corpo com imagens que, muitas vezes, foram produzidas, editadas ou selecionadas cuidadosamente.

Em determinados casos, o transtorno pode começar depois de uma dieta. A pessoa começa tentando emagrecer, passa a restringir alguns alimentos e, gradualmente, a alimentação começa a ocupar um espaço exagerado em seus pensamentos.

Por isso, é importante compreender que uma dieta isolada não significa que alguém desenvolverá um transtorno alimentar. O problema surge quando a relação com a alimentação, o corpo e o peso começa a se tornar rígida, obsessiva e prejudicial.


Principais sinais de alerta

Os primeiros sinais podem ser discretos e, muitas vezes, passam despercebidos. A pessoa pode simplesmente parecer mais preocupada com alimentação ou começar a dizer que deseja emagrecer. Entretanto, quando essas preocupações se tornam frequentes e interferem na vida cotidiana, é importante prestar atenção.

Uma pessoa que está desenvolvendo um transtorno alimentar pode começar a evitar determinados alimentos, pular refeições, demonstrar medo intenso de engordar ou falar constantemente sobre peso e aparência. Também pode passar a se pesar repetidamente, olhar o corpo no espelho de maneira excessiva ou evitar olhar para ele.

Na bulimia, um sinal importante pode ser o desaparecimento frequente após as refeições, principalmente quando a pessoa vai imediatamente ao banheiro. Também pode haver episódios de alimentação exagerada seguidos de culpa e tentativas de compensação.

Mudanças físicas também podem aparecer. Cansaço constante, fraqueza, tontura, sensação de frio, queda de cabelo, alterações menstruais e desmaios são sinais que merecem avaliação.

Nenhum desses sinais isoladamente confirma um diagnóstico. Entretanto, quando vários deles aparecem juntos ou persistem por algum tempo, é recomendável procurar ajuda profissional.


Redes sociais, padrões de beleza e pressão estética

Vivemos em uma época em que grande parte da nossa percepção sobre beleza é influenciada pela internet. Redes sociais apresentam diariamente fotografias, vídeos e conteúdos relacionados a corpos, alimentação, exercícios e emagrecimento.

O problema não está necessariamente em utilizar redes sociais, mas na forma como determinados conteúdos podem influenciar a maneira como uma pessoa enxerga seu próprio corpo.

Muitas imagens publicadas na internet não representam a realidade. Podem utilizar filtros, edição, iluminação, maquiagem, poses e outros recursos para produzir determinado resultado. Além disso, normalmente vemos apenas o melhor momento da vida de outra pessoa.

Quando alguém compara sua vida real com imagens cuidadosamente selecionadas, pode começar a acreditar que seu corpo não é adequado ou que precisa mudar para ser aceito.

Esse processo pode ser especialmente preocupante durante a adolescência, quando a identidade e a autoestima ainda estão sendo construídas.

Por isso, é importante desenvolver uma visão crítica sobre os conteúdos encontrados na internet. Um corpo saudável não precisa seguir um único padrão de beleza.


Consequências para a saúde física

A anorexia e a bulimia podem provocar consequências importantes para o organismo porque o corpo precisa de nutrientes, vitaminas, minerais, proteínas, gorduras e carboidratos para funcionar adequadamente.

Na anorexia, a restrição alimentar prolongada pode fazer com que o organismo não receba energia e nutrientes suficientes. O corpo começa a utilizar suas próprias reservas e, com o tempo, pode ocorrer perda de massa muscular, fraqueza, alterações hormonais e redução da capacidade de realizar atividades normalmente.

A falta de nutrientes também pode afetar os ossos, aumentando o risco de redução da densidade óssea. Em situações mais graves, podem surgir alterações no funcionamento do coração, pressão arterial baixa, alterações dos batimentos cardíacos e outros problemas relacionados à desnutrição.

Na bulimia, os episódios de compulsão seguidos de vômitos ou outros comportamentos compensatórios também podem provocar consequências importantes. O vômito repetido pode irritar a garganta e o esôfago e provocar desgaste do esmalte dos dentes devido ao contato frequente com o ácido do estômago.

Além disso, a perda de líquidos e alterações de eletrólitos, como potássio e sódio, podem afetar o funcionamento dos músculos e do coração.

Por esse motivo, anorexia e bulimia não devem ser tratadas apenas como problemas relacionados à aparência. Elas podem comprometer órgãos e sistemas importantes do organismo e, em situações graves, representar risco à vida.


Consequências emocionais e psicológicas

Os transtornos alimentares também podem causar intenso sofrimento emocional. A pessoa pode passar grande parte do dia pensando em comida, peso, calorias e aparência.

Na anorexia, o medo de ganhar peso pode ser tão intenso que a pessoa passa a evitar situações nas quais precisa comer. Uma refeição em família, um aniversário ou uma ida a um restaurante podem gerar ansiedade.

Na bulimia, depois de um episódio de compulsão alimentar, podem surgir sentimentos intensos de culpa, vergonha e arrependimento. A pessoa pode então tentar compensar aquilo que comeu, iniciando novamente o ciclo do transtorno.

Esse processo pode gerar uma sequência difícil de interromper: restrição alimentar, fome intensa, compulsão, culpa e comportamento compensatório. Depois disso, a pessoa pode voltar a restringir a alimentação e o ciclo recomeça.

Além disso, ansiedade e depressão podem estar presentes juntamente com o transtorno alimentar. A pessoa pode se afastar dos amigos, deixar de participar de atividades que anteriormente gostava e passar a viver cada vez mais preocupada com o corpo e a alimentação.

Por isso, o tratamento precisa cuidar não apenas da alimentação, mas também das emoções e dos pensamentos relacionados ao transtorno.


Anorexia e bulimia nas diferentes fases da vida

Embora muitas pessoas associem os transtornos alimentares à adolescência, eles podem ocorrer em diferentes fases da vida.

Durante a infância e a adolescência, o problema merece atenção especial porque o organismo está em desenvolvimento. Nessa fase, uma alimentação insuficiente pode prejudicar crescimento, desenvolvimento ósseo, produção hormonal e outros processos importantes.

A pressão social também pode ser intensa. Comentários sobre aparência, bullying e comparação com colegas ou pessoas da internet podem afetar a autoestima.

Na vida adulta, os transtornos alimentares podem estar relacionados a diferentes situações. Problemas profissionais, relacionamentos, mudanças no corpo, gravidez, separações ou períodos de grande estresse podem contribuir para o agravamento de dificuldades já existentes.

Durante a gestação, uma pessoa que possui histórico de transtorno alimentar deve receber acompanhamento adequado, pois a gravidez provoca mudanças naturais no corpo que podem ser difíceis para alguém que apresenta preocupação intensa com peso e aparência.

Em pessoas mais velhas, os transtornos alimentares também podem ocorrer, embora sejam menos discutidos. Nessa fase, perda de peso e alterações na alimentação podem ter várias causas, sendo importante uma avaliação profissional para identificar corretamente o problema.

Portanto, anorexia e bulimia não pertencem a uma faixa etária específica. Podem surgir ou permanecer ao longo de diferentes fases da vida.


Relação com outras doenças e problemas de saúde mental

Anorexia e bulimia podem ocorrer juntamente com outros problemas de saúde mental. Ansiedade e depressão, por exemplo, podem estar presentes e influenciar a evolução do transtorno.

Em algumas pessoas, a preocupação com alimentação e peso pode ser uma maneira inadequada de tentar controlar sentimentos de ansiedade ou insegurança. Em outras, os comportamentos alimentares podem aumentar depois de períodos de sofrimento emocional.

Também podem existir características relacionadas ao perfeccionismo, pensamentos obsessivos ou dificuldade para lidar com determinadas emoções.

Por isso, o tratamento precisa considerar a história completa do paciente. Não basta perguntar apenas quanto a pessoa come ou quanto pesa. É necessário compreender como ela se sente, como percebe o próprio corpo, quais situações desencadeiam determinados comportamentos e quais outros problemas podem estar presentes.

Essa avaliação mais ampla permite desenvolver um tratamento mais adequado e individualizado.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado por profissionais capacitados, como médicos, psiquiatras e psicólogos, de acordo com a necessidade de cada caso.

Não existe um único exame capaz de identificar anorexia ou bulimia. O profissional precisa conversar com o paciente, compreender seu comportamento alimentar e avaliar as consequências físicas e emocionais.

Durante a avaliação, podem ser investigados o histórico de peso, mudanças na alimentação, medo de engordar, episódios de compulsão, comportamentos compensatórios, exercícios físicos, preocupações com aparência e estado emocional.

Também podem ser solicitados exames laboratoriais e avaliações médicas para verificar se o transtorno provocou alterações no organismo.

É importante destacar que a aparência não determina a existência ou a gravidade de um transtorno alimentar. Uma pessoa pode apresentar bulimia e manter um peso aparentemente normal. Da mesma forma, uma pessoa com anorexia pode não apresentar exatamente a aparência que as pessoas imaginam.

Por isso, comentários como "você não parece doente" podem ser inadequados e até dificultar a procura por ajuda.

O diagnóstico permite compreender o problema e definir as melhores estratégias de tratamento.


Tratamento e recuperação

O tratamento da anorexia e da bulimia deve ser individualizado e, muitas vezes, envolve diferentes profissionais trabalhando em conjunto.

O psicólogo pode ajudar a pessoa a compreender seus pensamentos e emoções relacionados à alimentação e ao corpo. A psicoterapia também pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar com ansiedade, culpa, medo e comportamentos prejudiciais.

O nutricionista possui um papel importante na recuperação da alimentação. O objetivo não é simplesmente determinar o que a pessoa deve comer, mas ajudá-la a reconstruir gradualmente uma relação mais equilibrada e segura com os alimentos.

O acompanhamento médico é fundamental para avaliar as consequências físicas do transtorno e acompanhar a recuperação do organismo. Em situações mais graves, pode ser necessária hospitalização.

Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados, principalmente quando existem sintomas ou outros transtornos associados. Essa decisão deve sempre ser tomada por um médico.

A recuperação pode levar tempo. Algumas pessoas apresentam avanços rápidos, enquanto outras precisam de acompanhamento durante períodos mais longos. Momentos de dificuldade não significam necessariamente fracasso.

O mais importante é compreender que a recuperação é possível e que buscar ajuda representa uma atitude de cuidado, e não de fraqueza.


O papel da família

A família pode desempenhar um papel muito importante durante o tratamento. Entretanto, é necessário compreender que o transtorno alimentar não é simplesmente uma escolha da pessoa.

Comentários críticos sobre peso, aparência ou quantidade de comida podem aumentar a ansiedade e a culpa. Por isso, a família deve evitar frases como "é só comer", "você precisa ter força de vontade" ou "você está exagerando".

Uma abordagem mais adequada é demonstrar preocupação e oferecer apoio.

A família pode incentivar a procura por profissionais, acompanhar consultas quando apropriado e ajudar a pessoa a manter uma rotina mais saudável.

Também é importante não transformar todas as refeições em momentos de conflito. O objetivo é criar um ambiente de segurança e confiança.

Os familiares também podem precisar de orientação profissional. Conviver com alguém que apresenta um transtorno alimentar pode ser emocionalmente difícil, principalmente quando existem episódios de recaída ou resistência ao tratamento.


Prevenção

Não existe uma maneira única de prevenir todos os casos de anorexia e bulimia, mas algumas atitudes podem contribuir para uma relação mais saudável com alimentação e corpo.

Durante a infância, é importante ensinar que alimentos possuem diferentes funções e que comer não deve ser associado constantemente a culpa ou medo.

Também é importante evitar comentários frequentes sobre o peso de crianças e adolescentes. Frases aparentemente simples podem permanecer na memória e influenciar a forma como uma pessoa percebe o próprio corpo.

A atividade física deve ser apresentada como uma forma de cuidar da saúde, melhorar o condicionamento e proporcionar bem-estar, e não apenas como uma maneira de perder peso.

Também é importante conversar sobre redes sociais e explicar que muitas imagens encontradas na internet não representam a realidade.

A prevenção passa, portanto, pela construção de uma relação mais saudável com o corpo, alimentação e autoestima.


Quando procurar ajuda médica?

É importante procurar ajuda quando a preocupação com alimentação, peso ou aparência começa a interferir na vida cotidiana.

A avaliação profissional é especialmente importante quando existe perda significativa de peso, restrição alimentar intensa, episódios frequentes de compulsão, vômitos provocados, uso inadequado de laxantes ou exercícios realizados de maneira excessiva.

Também devem ser observados sintomas físicos como desmaios, fraqueza intensa, tontura, alterações importantes dos batimentos cardíacos e sinais de desidratação.

Do ponto de vista emocional, isolamento, ansiedade intensa, depressão, desesperança ou pensamentos relacionados à morte também exigem atenção.

Em situações de desmaio, perda de consciência, confusão, dificuldade para respirar, dor no peito, alterações importantes dos batimentos cardíacos ou outros sinais graves, é necessário procurar atendimento médico de urgência.

Não é necessário esperar que a doença esteja avançada para buscar ajuda. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as possibilidades de intervenção.


Vida social e qualidade de vida

Os transtornos alimentares podem afetar profundamente a vida social.

Uma pessoa pode começar a evitar festas, restaurantes, viagens, aniversários e encontros familiares porque essas situações normalmente envolvem comida.

Ela pode também sentir vergonha de comer na frente de outras pessoas ou medo de não conseguir controlar sua alimentação.

Com o tempo, isso pode provocar isolamento social.

A recuperação não envolve apenas melhorar os hábitos alimentares. Também é necessário recuperar a liberdade de participar de situações sociais sem que a comida ou o peso dominem os pensamentos.

Reaprender a desfrutar de uma refeição com amigos, participar de uma comemoração ou viajar sem preocupação constante pode representar uma importante parte da recuperação.

A alimentação possui também uma dimensão cultural e social. Refeições fazem parte de encontros familiares, celebrações e momentos importantes da vida.

Por isso, recuperar uma relação equilibrada com a comida significa também recuperar parte da liberdade e da qualidade de vida.


Recuperação e esperança

A recuperação de um transtorno alimentar pode acontecer, mas geralmente exige paciência, acompanhamento e participação ativa da pessoa e de sua rede de apoio.

Durante o tratamento, podem existir momentos de melhora e períodos mais difíceis. Isso não significa necessariamente que o tratamento não esteja funcionando.

A recuperação envolve aprender novamente a reconhecer as necessidades do corpo, reduzir comportamentos prejudiciais, melhorar a autoestima e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com emoções.

Também significa compreender que não existe um corpo perfeito e que saúde não pode ser medida apenas pelo peso ou pela aparência.

Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem melhorar significativamente e reconstruir sua relação com a alimentação e com o próprio corpo.

O primeiro passo pode ser simplesmente conversar com alguém de confiança e dizer:

"Estou tendo dificuldades com minha alimentação e preciso de ajuda."

Essa conversa pode representar o início de uma mudança importante.


Conclusão

A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são transtornos alimentares sérios que podem afetar o corpo, a mente, os relacionamentos e a qualidade de vida.

Embora possam envolver preocupação com peso e aparência, esses transtornos são muito mais complexos do que uma simples vontade de emagrecer. Eles podem envolver emoções, pensamentos, comportamentos, fatores biológicos, relações familiares e influência social.

Reconhecer os sinais precocemente é fundamental. Mudanças persistentes na alimentação, medo intenso de engordar, compulsões, comportamentos compensatórios, perda significativa de peso e sofrimento emocional devem ser avaliados por profissionais.

O tratamento pode envolver médico, psicólogo, psiquiatra, nutricionista e outros profissionais, conforme as necessidades de cada pessoa.

A família também possui um papel importante, principalmente oferecendo apoio, evitando julgamentos e incentivando a busca por tratamento.

Não existe corpo perfeito. Existe um corpo que precisa ser cuidado.

Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. É uma demonstração de coragem e cuidado consigo mesmo.


Referências

  1. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5-TR. 5. ed. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing, 2022.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. International classification of diseases for mortality and morbidity statistics: ICD-11. Geneva: World Health Organization. Disponível em: https://icd.who.int/. Acesso em: 18 ago. 2026.
  3. NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH. Eating disorders. Bethesda: National Institutes of Health. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/eating-disorders. Acesso em: 18 ago. 2026.
  4. NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Eating disorders. PubMed. Bethesda: National Institutes of Health. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/?term=eating+disorders. Acesso em: 18 ago. 2026.
  5. SCIELO BRASIL. Transtornos alimentares. São Paulo: Scientific Electronic Library Online. Disponível em: https://search.scielo.org/?q=transtornos%20alimentares. Acesso em: 18 ago. 2026.
  6. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental. Acesso em: 18 ago. 2026.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Anorexia e bulimia são a mesma doença?

Não. São transtornos alimentares diferentes, embora possam apresentar características semelhantes relacionadas à alimentação, peso e imagem corporal.

2. Uma pessoa precisa estar muito magra para ter anorexia?

Não. A aparência física não é suficiente para identificar um transtorno alimentar.

3. Bulimia sempre provoca perda de peso?

Não. Pessoas com bulimia podem apresentar diferentes pesos corporais.

4. Transtornos alimentares são falta de força de vontade?

Não. São problemas de saúde complexos que podem exigir acompanhamento profissional.

5. As redes sociais podem contribuir para esses problemas?

Podem contribuir para pressão estética e comparação corporal, principalmente quando existe exposição intensa a padrões irreais de beleza.

6. Crianças podem desenvolver transtornos alimentares?

Sim. Embora sejam frequentemente associados à adolescência, podem ocorrer em diferentes idades.

7. Provocar vômitos é perigoso?

Sim. Pode provocar desidratação, alterações de eletrólitos, problemas cardíacos, lesões na garganta e desgaste dos dentes.

8. A família pode ajudar?

Sim. O apoio familiar, quando realizado de maneira adequada e sem julgamentos, pode ser muito importante.

9. É possível se recuperar?

Sim. A recuperação é possível, especialmente quando existe diagnóstico e tratamento adequados.

10. Quando procurar ajuda?

Quando mudanças na alimentação, preocupação com peso ou imagem corporal, compulsões ou comportamentos compensatórios começam a causar sofrimento ou interferir na vida da pessoa.


Para saber mais 

1. CID-11 – Anorexia nervosa

A Organização Mundial da Saúde apresenta a classificação internacional da anorexia nervosa na CID-11.

🔗 Acesso direto:

2. CID-11 – Bulimia nervosa

Consulta específica da CID-11 sobre a classificação da bulimia nervosa.

🔗 Acesso direto:

3. PubMed – Anorexia nervosa

Base científica da National Library of Medicine com artigos e revisões científicas especificamente sobre anorexia nervosa.

🔗 Pesquisar diretamente:

4. PubMed – Bulimia nervosa

Pesquisa específica de artigos científicos sobre bulimia nervosa, diagnóstico, tratamento e consequências para a saúde.

🔗 Pesquisar diretamente:

5. SciELO – Transtornos alimentares

Pesquisa direcionada na biblioteca científica SciELO para estudos sobre transtornos alimentares.

🔗 Acesso direto:

6. Ministério da Saúde – Saúde Mental

Página oficial do Ministério da Saúde com informações sobre saúde mental e cuidados disponíveis no sistema de saúde brasileiro.

🔗 Acesso direto:


Vídeos recomendados

🎥 1. Mayo Clinic – Anorexia nervosa

Conteúdo educativo específico sobre anorexia nervosa, seus sinais, características e importância do tratamento.

🔗 YouTube – pesquisa direta:

🎥 2. Mayo Clinic – Bulimia nervosa

Conteúdo educativo específico sobre bulimia nervosa, incluindo compulsão alimentar e comportamentos compensatórios.

🔗 YouTube – pesquisa direta:

🎥 3. National Institute of Mental Health – Eating Disorders

Conteúdo relacionado aos transtornos alimentares, abordando sinais, características e importância da procura por tratamento.

🔗 YouTube – pesquisa direta:


⚠️ Atenção ao conteúdo encontrado na internet

Os links e vídeos indicados têm finalidade educativa. Eles não substituem consulta com médico, psicólogo, psiquiatra ou nutricionista.

É especialmente importante evitar conteúdos que ensinem dietas extremamente restritivas, métodos para provocar vômitos, uso inadequado de medicamentos ou estratégias para esconder um transtorno alimentar. Esse tipo de conteúdo pode agravar a doença e colocar a pessoa em risco.

Uma informação pode ajudar. Um tratamento adequado pode transformar uma vida.


Dica do Saúde e Vida em Movimento

Se você ou alguém próximo está enfrentando dificuldades com alimentação, peso ou imagem corporal, não espere o problema se tornar grave para procurar ajuda.

Uma conversa com um profissional de saúde pode ser o primeiro passo para recuperar o equilíbrio.

Cuidar da saúde não significa buscar um corpo perfeito. Significa aprender a respeitar, alimentar e cuidar do próprio corpo.

 

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