VIVA INTENSAMENTE: descarte o suicídio
O suicídio é um importante problema de saúde pública, mas pode ser prevenido por meio da informação, do acolhimento e do acesso ao tratamento adequado. Neste artigo, você conhecerá os principais fatores de risco, os sinais de alerta, as formas de prevenção e a importância do apoio da família, dos amigos e dos profissionais de saúde. Falar sobre o tema com responsabilidade é um passo fundamental para reduzir o preconceito, promover a saúde mental e salvar vidas.
O que é o suicídio?
O suicídio é o ato de uma pessoa
tirar a própria vida de propósito. Na maioria das vezes, quem pensa nisso não
quer necessariamente morrer, mas sim parar de sentir uma dor emocional
ou um sofrimento que se tornou insuportável. É um pedido de socorro de
alguém que não consegue enxergar outra saída para seus problemas.
Um pouco de história
O suicídio existe desde a Antiguidade
em todas as culturas. A palavra "suicídio" foi criada apenas em 1737,
vindo do latim sui (si mesmo) e caederes (matar).
Ao longo do tempo, o olhar da sociedade mudou: já foi visto como pecado ou
crime, mas hoje é entendido como um fenômeno complexo que envolve a saúde
mental e a situação de vida da pessoa.
O suicídio em números
- No mundo: Mais de 700 mil
pessoas morrem por suicídio todos os anos. Isso representa uma morte a
cada 40 segundos no planeta.
- No Brasil: Os casos estão
aumentando. Em 2021, foram registrados mais de 15,5 mil óbitos, o que dá
uma média de 38 mortes por dia.
- Gênero: Os homens morrem mais
por suicídio (cerca de 78% dos casos) porque usam métodos mais letais. Já
as mulheres apresentam um número muito maior de tentativas.
Suicídio entre crianças e jovens
O suicídio é a terceira ou quarta
principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo.
- Fatores envolvidos: Podem
incluir brigas na família, abuso sexual, solidão, dificuldades em aceitar
a própria identidade e negligência.
- Pressão: A cobrança para
escolher uma profissão, passar no vestibular e o medo de fracassar geram
muita ansiedade e depressão.
O impacto das Redes Sociais
As redes sociais funcionam como uma
faca de dois gumes para os jovens.
- Riscos: O cyberbullying (humilhações
na internet) é um fator de risco gravíssimo. Além disso, postagens que
mostram uma vida "perfeita" podem aumentar a sensação de
solidão. Existe também o risco de "contágio", quando a mídia
divulga suicídios de forma sensacionalista, o que pode levar jovens
vulneráveis a imitar o ato.
- Proteção: Por outro lado, as
redes podem ser usadas para espalhar mensagens de esperança e facilitar o
acesso a canais de ajuda, como o Centro de Valorização da Vida.
Adultos e Idosos
- Adultos: O risco costuma estar
ligado a crises financeiras, desemprego e à pressão social de ter sucesso
e sustentar a família.
- Idosos: A taxa de suicídio é
alta em pessoas com mais de 70 anos. Os motivos principais são o
isolamento social, a perda de pessoas queridas, doenças crônicas que
causam dor física e a sensação de perda de propósito após a aposentadoria.
Principais fatores de risco
Cerca de 90% das pessoas que morrem
por suicídio tinham algum transtorno mental, muitas vezes não tratado.
- Depressão: É o transtorno mais
comum associado ao suicídio.
- Tentativas anteriores: Quem
já tentou uma vez tem um risco muito maior de tentar novamente.
- Álcool e Drogas: O
uso abusivo aumenta a impulsividade, fazendo a pessoa agir sem pensar.
- Traumas: Ter sofrido violência
ou abuso na infância deixa marcas que aumentam a vulnerabilidade por toda
a vida.
Fatores de proteção (O que ajuda a segurar a vida)
Existem forças que ajudam a pessoa a
enfrentar as crises:
- Ter apoio ativo da família e amigos.
- Acesso fácil a psicólogos e psiquiatras.
- Espiritualidade ou crenças religiosas que deem
sentido à vida.
- Hábitos saudáveis como sono regular, boa
alimentação e exercícios físicos.
Sinais de alerta: o que observar?
A maioria das pessoas dá sinais antes
de tentar o suicídio. Fique atento se alguém:
- Fala frases como "queria sumir",
"sou um peso para os outros" ou "não vejo mais saída".
- Isola-se de amigos e desiste de atividades que
amava.
- Apresenta mudanças bruscas de humor ou choro
constante.
- Começa a doar seus pertences ou se despede das
pessoas como se fosse viajar.
Como prevenir o suicídio?
Prevenir é uma tarefa de todos nós.
As principais estratégias são:
- Falar abertamente: Tirar
o assunto da sombra reduz o preconceito e incentiva a busca por ajuda.
- Tratamento: Cuidar das doenças da
mente com terapia e remédios.
- Restringir o acesso: Dificultar
o acesso a armas, venenos e grandes quantidades de remédios em casa.
O papel da família e dos amigos
Se você percebe que alguém está
sofrendo:
- Ouça com paciência: Deixe
a pessoa falar sem julgamentos. Não diga que é "frescura" ou
"falta do que fazer".
- Não deixe a pessoa sozinha: Se
o risco for alto, fique ao lado dela e procure ajuda médica imediata.
- Incentive a ajuda profissional: Acompanhe
a pessoa até uma consulta.
Escola e Trabalho
- Escolas: Devem ensinar os
jovens a lidar com emoções e combater o bullying.
- Trabalho: Empresas precisam
evitar metas abusivas e humilhações, promovendo um ambiente de respeito.
O sistema de saúde
No Brasil, você pode buscar ajuda
gratuita no SUS:
- UBS (Postinhos): Porta
de entrada para conversas iniciais.
- CAPS: Centros com
especialistas para casos mais graves.
- Emergência: Em caso de tentativa
imediata, ligue para o SAMU (192) ou vá ao Pronto Socorro.
- Centro de Valorização da Vida (188): Atendimento
gratuito e sigiloso por telefone, 24 horas por dia.
Conclusão
O suicídio é um problema que envolve a sociedade inteira, mas pode ser prevenido Com mais informação, menos preconceito e apoio especializado, é possível salvar vidas. Se precisar, não hesite em pedir ajuda: ligue 188 (Centro de Valorização da Vida), procure o serviço de saúde mais próximo, converse com os familiares, abra seu coração para o mundo. Afinal de contas todos temos problemas. A vida é sempre a melhor escolha
Referencias:
Artigo
SciELO: "A desesperança do jovem e o suicídio como solução".SES-GO: Boletim Epidemiológico sobre suicídio em Goiás.
Ministério da Saúde: Boletim Epidemiológico (Volume 55).
Manuais MSD: Comportamento suicida (Edição para profissionais).
ABEPS: Programa do Congresso Brasileiro de Prevenção do Suicídio.
Wikipédia: "Ideação suicida".
IASP: Dados da OMS sobre prevenção global.
Prefeitura de Jundiaí: Protocolo Clínico para Crise Suicida.
UFMS: "Prevenção do Suicídio - Saúde Mental".
UFMG: "Saúde Mental - Suicídio".
World Health Organization (WHO): "Suicide".
CDC: "Suicide Data and Statistics".
Ministério da Saúde: Portal Gov.br - Prevenção do Suicídio.
Conselho Federal de Psicologia (CFP): "O Suicídio e os Desafios para a Psicologia".
Wikipédia: "Suicídio no Brasil".
Setembro Amarelo / ABP: "Vamos falar sobre suicídio?".

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